SPFC – 1961

Delegação do SPFC em viagem para o jogo contra o Racing da Argentina, em Junho de 1961.

Anotações no verso do Prof. Teixeira, Preparador Físico da equipe.

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Controles Estatísticos

Muito antes de surgirem os computadores, as planilhas e os softwares para gerenciar sua equipe e dos adversários, que controlam a parte técnica, tática, psicológica e também o condicionamento físico dos atletas, dentre outros aspectos; era tudo feito no PAPEL.

E assim começou meu pai em 1958, anotando e controlando TUDO que estava ao seu alcance, pontos que considerava essenciais e que afetavam direta ou indiretamente o rendimento das suas equipes, inclusive o clima, o tipo e altura da grama, a umidade relativa do ar, o vento, a temperatura, a altitude, etc, etc…

Em todos os 19 clubes (15 no Brasil e 5 no exterior) e 11 Seleções Paulistas e Brasileiras que trabalhou, manteve sempre o mesmo cuidado em suas anotações, gráficos, controles, etc, etc, etc.

Como exemplo, nessa cartolina de 1,00 m x 0,70 cm, está o estudo dos GOLS A FAVOR e GOLS CONTRA do Al Nassr, de Ryiadh, na Arábia Saudita, onde trabalhou em 1982 e 1983.

Reparem que os gráficos mostram claramente por onde a jogada de gol teve início, e com isso, é possível ter um dado estatístico que auxilia nos treinamentos de ataque e defesa.

Existem também os controles diários de peso e pulso dos atletas, que meu pai fazia ANTES e DEPOIS dos treinamentos e jogos.

Com apenas estas duas informações, já é possível saber se ele se recuperou fisicamente de um dia para o outro, se descansou e se alimentou corretamente, etc…, além da pressão arterial que era medida frequentemente.

Segundo ele mesmo dizia, “quanto maior o número de informações disponíveis, maior as possibilidades para adequar o trabalho com a sua equipe.”

E nas palestras que fazia aos jovens treinadores que iniciam a carreira nas categorias de base e/ou em clubes que disputam as divisões que tem pouco ou nenhum investimento, alertava:

“- Não é porque o clube não tem nada, que o treinador não vai fazer nada!

Isso não é desculpa!

Com alguns controles simples, objetivos e eficientes, já é possível fazer um trabalho diferenciado!”

Mesmo quando já trabalhava em clubes com as inovações tecnológicas atuais, continuava fazendo seus próprios controles e deles extraindo suas próprias estatísticas.

Em seus três livros utilizou todos estes dados que foram coletados e guardados em 60 anos ligado ao futebol profissional.

Estas e outras histórias estão no:

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Millonarios de Bogotá – 1980 / 1981

Após 3 anos no Corinthians (1977 como Preparador Fisico e 1978/1979 como Treinador), e Auxiliar Técnico do Claudio Coutinho na Seleção Brasileira em 1979; meu pai assumiu o Millonarios de Bogotá, um dos maiores clubes da Colombia, onde residimos em 1980 e 1981.

Para reforçar a equipe, indicou o centroavante Mario de Queiroz, o ponta direita Valdomiro Vaz Franco, o ponta esquerda Romeu “Cambalhota”, e o zagueiro uruguaio Atilio Ancheta.

Levou ainda o Preparador Fisico, Mauro Manica.

Como Auxiliar Técnico, contou com seu ex-aluno de futebol na USP em 1976/1977, Jorge Luis Pinto, hoje novamente Treinador do Millonarios e Treinador da Costa Rica na Copa do Mundo no Brasil, dentre outros grandes clubes na América Central e do Sul.

E também o Auxiliar Luis Chique Garcia, um importante ex-jogador do Millonarios.

Como sempre, umas das preocupações principais era a INFRA ESTRUTURA do clube, e o planejamento apresentado para a Diretoria, continha:

Reforma dos gramados do CT

Construção de uma academia (que não existia)

Construção de Sauna (que não existia)

Construção de alojamento para descanso quando o treino era integral (que não existia)

Construção de um Depto. de Fisioterapia (que não existia)

Construção de um refeitório (que não existia)

Investimentos nas categorias de base (que não existia)

Dentre outras melhorias que um clube do tamanho do Millonarios não poderia mais fechar os olhos.

Os jogos eram e continuam sendo realizados no Estádio Municipal El Campín.

O Clube que era reconhecido internacionalmente na década de 50/60 por suas grandes contratações para a época, passou a viver do passado e esqueceu de olhar o futuro.

Depois de quase 30 anos sem fazer um amistoso na Europa, foi enfim convidado para disputar o Torneio Naranja, jogando contra Valência, Seleção da Hungria e o Valladolid; e uma das manchetes de um jornal espanhol após a surpreendente atuação do Millonarios, foi:

“VOLVEMOS A VER EL BALLET AZUL”

Um aspecto extremamente importante na preparação dessa excursão, foi o cuidado que meu pai teve com os frequentes carrinhos que os europeus utilizavam e ainda não eram proibidos no futebol.

Durante os coletivos preparatórios em Bogotá, meu pai distribuiu pelo campo algumas “cordas suspensas” em paralelo ao gramado, presas em pequenas estacas.

Quando o jogador se aproximava dessa corda, tinha que dar um toque na bola fazendo com que esta passasse por cima da corda, e ele também tinha que saltar, simulando portanto, o movimento para escapar dos temidos e perigosos carrinhos dos adversários.

O Millonarios “deitou e rolou” e encantou a Europa!

O Romeu foi meu Padrinho de Crisma na Colombia, canto emocionado o Hino Nacional Colombiano e ainda hoje me recordo do nosso endereço em Bogotá:

Carrera 13

# 38-76

Apto. 1102

São Histórias da Bola e da Vida!

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Foto 1:

Jogo no Estádio El Campín

Foto 2:

Funcionários do CT

Foto 3:

Teixeira se preparando para o treino

Foto 4:

Equipe no CT

Foto 5:

Delegação que viajou para a Europa