E.C. BAHIA – 1972

No dia 17 de Julho de 1972, o Professor Teixeira, desembarcava em Salvador, para ser o novo Preparador Físico do E.C. Bahia, aceitando o convite do Presidente Manuel Ignácio de Paula Filho e do Treinador Silvio Pirilo.

Após o levantamento inicial e sugerir diversas melhorias na “casa do atleta e centro de treinamento”, iniciou seu trabalho com a “recuperação dos contundidos e a condição física do elenco, a condição moral perante a opinião pública e com a grande massa torcedora do Bahia, mas principalmente a formação de um excelente ambiente de trabalho, em razão dos dirigentes tentarem solucionar todos os problemas, primeiramente o pagamento dos salários atrasados dos meses de maio e junho.”

O clube já disputava o Campeonato Baiano e iniciaria a participação no Campeonato Brasileiro no dia 10 de Setembro de 1972.

Ao final do ano ocupava o 4o. lugar no Brasileiro, e após as eleições no clube, assumiu uma nova diretoria que a primeira atitude foi “trocar a comissão técnica e colocar pessoas da nossa confiança”, segundo o novo Presidente, o Sr. Wilson Trindade.

Moramos em Salvador por quase 6 meses, num amplo apartamento no bairro da Pituba, na época eu tinha apenas 6 anos, mas me lembro muito bem do clube, da praia, da nossa casa, do antigo Clube Português, do calor…

E também me recordo de um jogo no lotado Estádio Fonte Nova, o famoso clássico BA-VI, que acompanhando a minha mãe, entramos na torcida errada e assistimos o 1o. tempo na arquibancada da torcida rival…, e eu gritando e apontando la de cima:

“- Mamãe, olha o papai de azul no campo!!”

Apesar do susto e olhares desagradáveis de alguns torcedores, saímos vivos no intervalo da partida e fomos para casa!

Mas esta história eu conto em outra oportunidade!

São Histórias da Bola e da Vida!

Obs.

Os trechos em parênteses foram retirados do livro 50 anos por Dentro do Futebol, de autoria do meu pai, lançado em 2010 pela Phorte Editora.

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Por: Junior Teixeira

SPFC – 1961

Delegação do SPFC em viagem para o jogo contra o Racing da Argentina, em Junho de 1961.

Anotações no verso do Prof. Teixeira, Preparador Físico da equipe.

⚽️🏆🇧🇷🙏🍀

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Controles Estatísticos

Muito antes de surgirem os computadores, as planilhas e os softwares para gerenciar sua equipe e dos adversários, que controlam a parte técnica, tática, psicológica e também o condicionamento físico dos atletas, dentre outros aspectos; era tudo feito no PAPEL.

E assim começou meu pai em 1958, anotando e controlando TUDO que estava ao seu alcance, pontos que considerava essenciais e que afetavam direta ou indiretamente o rendimento das suas equipes, inclusive o clima, o tipo e altura da grama, a umidade relativa do ar, o vento, a temperatura, a altitude, etc, etc…

Em todos os 19 clubes (15 no Brasil e 5 no exterior) e 11 Seleções Paulistas e Brasileiras que trabalhou, manteve sempre o mesmo cuidado em suas anotações, gráficos, controles, etc, etc, etc.

Como exemplo, nessa cartolina de 1,00 m x 0,70 cm, está o estudo dos GOLS A FAVOR e GOLS CONTRA do Al Nassr, de Ryiadh, na Arábia Saudita, onde trabalhou em 1982 e 1983.

Reparem que os gráficos mostram claramente por onde a jogada de gol teve início, e com isso, é possível ter um dado estatístico que auxilia nos treinamentos de ataque e defesa.

Existem também os controles diários de peso e pulso dos atletas, que meu pai fazia ANTES e DEPOIS dos treinamentos e jogos.

Com apenas estas duas informações, já é possível saber se ele se recuperou fisicamente de um dia para o outro, se descansou e se alimentou corretamente, etc…, além da pressão arterial que era medida frequentemente.

Segundo ele mesmo dizia, “quanto maior o número de informações disponíveis, maior as possibilidades para adequar o trabalho com a sua equipe.”

E nas palestras que fazia aos jovens treinadores que iniciam a carreira nas categorias de base e/ou em clubes que disputam as divisões que tem pouco ou nenhum investimento, alertava:

“- Não é porque o clube não tem nada, que o treinador não vai fazer nada!

Isso não é desculpa!

Com alguns controles simples, objetivos e eficientes, já é possível fazer um trabalho diferenciado!”

Mesmo quando já trabalhava em clubes com as inovações tecnológicas atuais, continuava fazendo seus próprios controles e deles extraindo suas próprias estatísticas.

Em seus três livros utilizou todos estes dados que foram coletados e guardados em 60 anos ligado ao futebol profissional.

Estas e outras histórias estão no:

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Millonarios de Bogotá – 1980 / 1981

Após 3 anos no Corinthians (1977 como Preparador Fisico e 1978/1979 como Treinador), e Auxiliar Técnico do Claudio Coutinho na Seleção Brasileira em 1979; meu pai assumiu o Millonarios de Bogotá, um dos maiores clubes da Colombia, onde residimos em 1980 e 1981.

Para reforçar a equipe, indicou o centroavante Mario de Queiroz, o ponta direita Valdomiro Vaz Franco, o ponta esquerda Romeu “Cambalhota”, e o zagueiro uruguaio Atilio Ancheta.

Levou ainda o Preparador Fisico, Mauro Manica.

Como Auxiliar Técnico, contou com seu ex-aluno de futebol na USP em 1976/1977, Jorge Luis Pinto, hoje novamente Treinador do Millonarios e Treinador da Costa Rica na Copa do Mundo no Brasil, dentre outros grandes clubes na América Central e do Sul.

E também o Auxiliar Luis Chique Garcia, um importante ex-jogador do Millonarios.

Como sempre, umas das preocupações principais era a INFRA ESTRUTURA do clube, e o planejamento apresentado para a Diretoria, continha:

Reforma dos gramados do CT

Construção de uma academia (que não existia)

Construção de Sauna (que não existia)

Construção de alojamento para descanso quando o treino era integral (que não existia)

Construção de um Depto. de Fisioterapia (que não existia)

Construção de um refeitório (que não existia)

Investimentos nas categorias de base (que não existia)

Dentre outras melhorias que um clube do tamanho do Millonarios não poderia mais fechar os olhos.

Os jogos eram e continuam sendo realizados no Estádio Municipal El Campín.

O Clube que era reconhecido internacionalmente na década de 50/60 por suas grandes contratações para a época, passou a viver do passado e esqueceu de olhar o futuro.

Depois de quase 30 anos sem fazer um amistoso na Europa, foi enfim convidado para disputar o Torneio Naranja, jogando contra Valência, Seleção da Hungria e o Valladolid; e uma das manchetes de um jornal espanhol após a surpreendente atuação do Millonarios, foi:

“VOLVEMOS A VER EL BALLET AZUL”

Um aspecto extremamente importante na preparação dessa excursão, foi o cuidado que meu pai teve com os frequentes carrinhos que os europeus utilizavam e ainda não eram proibidos no futebol.

Durante os coletivos preparatórios em Bogotá, meu pai distribuiu pelo campo algumas “cordas suspensas” em paralelo ao gramado, presas em pequenas estacas.

Quando o jogador se aproximava dessa corda, tinha que dar um toque na bola fazendo com que esta passasse por cima da corda, e ele também tinha que saltar, simulando portanto, o movimento para escapar dos temidos e perigosos carrinhos dos adversários.

O Millonarios “deitou e rolou” e encantou a Europa!

O Romeu foi meu Padrinho de Crisma na Colombia, canto emocionado o Hino Nacional Colombiano e ainda hoje me recordo do nosso endereço em Bogotá:

Carrera 13

# 38-76

Apto. 1102

São Histórias da Bola e da Vida!

⚽️🙏🏆🍀💕

Foto 1:

Jogo no Estádio El Campín

Foto 2:

Funcionários do CT

Foto 3:

Teixeira se preparando para o treino

Foto 4:

Equipe no CT

Foto 5:

Delegação que viajou para a Europa

LIVRO: TREINADOR DE FUTEBOL: HERÓI OU VILÃO?

Autor: Professor José de Souza Teixeira

DOWNLOAD GRATUITO, BASTA CLICAR NO LINK ABAIXO:

Treinador de Futebol Heroi ou Vilao WEB

 

RELEASE

O Professor José de Souza Teixeira, mais conhecido no mundo esportivo como Professor Teixeira, deixou salvo em seu computador esta obra exclusiva, onde descreve detalhadamente como a sua experiência de 60 anos no futebol, pode ser útil aos jovens Treinadores, ou mesmo para os que já exercem esta difícil profissão:

“Treinador de Futebol: Herói ou Vilão?”

Falecido no dia 13 de Abril de 2018, aos 82 anos de idade, quando já iniciava os contatos com possíveis editoras para a publicação do seu terceiro livro, sua família entendeu que este material deveria chegar ao conhecimento público, pois além de ser a sua vontade, será de grande valia para os profissionais que buscam um lugar nesta carreira tão “amada e odiada” por torcedores de todos os clubes.

Desde 1958 ocupando os cargos de Preparador Físico e Treinador Profissional em 19 clubes (14 no Brasil e 5 no exterior), e em 11 Seleções Paulistas e Brasileiras em diversas categorias, além de Supervisor em 5 oportunidades, descreve em 11 capítulos deste livro, os fatos, histórias, relatos e exemplos, que servem como um verdadeiro guia sobre os diversos aspectos que podem influenciar o resultado de uma partida ou até mesmo na conquista de um título.

Em sua trajetória profissional foram 54 viagens para o exterior, visitando 73 países, e participando de 365 jogos internacionais, sendo 93 de seleções, assim como a participação em diversas palestras, cursos e aulas que o credenciam a falar como poucos sobre esta paixão que se transformou em sua profissão por toda a vida!

Abordando temas como a Formação, Capacitação, Aperfeiçoamento, Administração da Carreira do Treinador Profissional e Formas de Liderança; Treinamento Físico, Técnico, Tático e Psicológico; o Goleiro, dentre outros, é um legado que deixou para o mundo acadêmico e esportivo, já que a maioria dos assuntos aqui tratados, servem também para estudantes de Educação Física e Treinadores de outras modalidades, além do futebol.

Um professor na acepção da palavra, tinha como uma de suas frases favoritas que um homem com problema é um atleta com problema, dando total atenção na formação do ser humano pelos clubes que passou, desde os garotos das categorias de base até o elenco profissional, dedicando todos os esforços ao planejamento, organização, controles estatísticos e infra estrutura, necessários e essenciais para o completo desenvolvimento do atleta profissional de futebol.

Sempre lutou pela regulamentação da profissão do Treinador de Futebol, participando da Associação Brasileira de Treinadores de Futebol entre 1975 e 1988, e posteriormente do SITREFESP, Sindicato dos Treinadores Profissionais do Estado de São Paulo, desde sua fundação em 1988, ocupando os cargos de Presidente, Vice-Presidente e Diretor, e hoje como Presidente de Honra desta entidade.

Venha conhecer o trabalho do Professor Teixeira, que aos 82 anos de idade, falava com o entusiasmo de um garoto sobre seus projetos em cursos, palestras e entrevistas que era constantemente convidado, e como ele mesmo dizia: estou devolvendo para o futebol um pouco do que ele me proporcionou”.

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Junior Teixeira

“Treinador de Futebol: Herói ou Vilão?”

 

O Professor José de Souza Teixeira, mais conhecido no mundo esportivo como Professor Teixeira, deixou salvo em seu computador esta obra exclusiva, onde descreve detalhadamente como a sua experiência de 60 anos no futebol, pode ser útil aos jovens Treinadores, ou mesmo para os que já exercem esta difícil profissão:

Falecido no dia 13 de Abril de 2018, aos 82 anos de idade, quando já iniciava os contatos com possíveis editoras para a publicação do seu terceiro livro, sua família entendeu que este material deveria chegar ao conhecimento público, pois além de ser a sua vontade, será de grande valia para os profissionais que buscam um lugar nesta carreira tão “amada e odiada” por torcedores de todos os clubes.

Desde 1958 ocupando os cargos de Preparador Físico e Treinador Profissional em 19 clubes (14 no Brasil e 5 no exterior), e em 11 Seleções Paulistas e Brasileiras em diversas categorias, além de Supervisor em 5 oportunidades, descreve em 11 capítulos deste livro, os fatos, histórias, relatos e exemplos, que servem como um verdadeiro guia sobre os diversos aspectos que podem influenciar o resultado de uma partida ou até mesmo na conquista de um título.

Em sua trajetória profissional foram 54 viagens para o exterior, visitando 73 países, e participando de 365 jogos internacionais, sendo 93 de seleções, assim como a participação em diversas palestras, cursos e aulas que o credenciam a falar como poucos sobre esta paixão que se transformou em sua profissão por toda a vida!

Abordando temas como a Formação, Capacitação, Aperfeiçoamento, Administração da Carreira do Treinador Profissional e Formas de Liderança; Treinamento Físico, Técnico, Tático e Psicológico; o Goleiro, dentre outros, é um legado que deixou para o mundo acadêmico e esportivo, já que a maioria dos assuntos aqui tratados, servem também para estudantes de Educação Física e Treinadores de outras modalidades, além do futebol.

Um professor na acepção da palavra, tinha como uma de suas frases favoritas que um homem com problema é um atleta com problema, dando total atenção na formação do ser humano pelos clubes que passou, desde os garotos das categorias de base até o elenco profissional, dedicando todos os esforços ao planejamento, organização, controles estatísticos e infra estrutura, necessários e essenciais para o completo desenvolvimento do atleta profissional de futebol.

Sempre lutou pela regulamentação da profissão do Treinador de Futebol, participando da Associação Brasileira de Treinadores de Futebol entre 1975 e 1988, e posteriormente do SITREFESP, Sindicato dos Treinadores Profissionais do Estado de São Paulo, desde sua fundação em 1988, ocupando os cargos de Presidente, Vice-Presidente e Diretor, e hoje como Presidente de Honra desta entidade.

Venha conhecer o trabalho do Professor Teixeira, que aos 82 anos de idade, falava com o entusiasmo de um garoto sobre seus projetos em cursos, palestras e entrevistas que era constantemente convidado, e como ele mesmo dizia: estou devolvendo para o futebol um pouco do que ele me proporcionou”.

LANÇAMENTO:

04 de Setembro de 2018 – 19:30 horas

Museu do Futebol / Estádio do Pacaembu

São Paulo / SP

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Breve currículo do Professor Teixeira

Nascido em 25 de Setembro de 1935, na cidade de São Paulo, filho de Francisco e Eliza, desde cedo demonstrava seu interesse pelo esporte e atividade física.

Filho de agricultores portugueses, tendo um irmão, Milton, moravam numa chácara, onde cultivavam verduras, legumes e alguns animais, na região que hoje é conhecida como o bairro da Água Funda, nas proximidades da Avenida Miguel Stéfano e Avenida Ricardo Jafet.

Num determinado dia, sua mãe pediu que ele fosse até um sapateiro no bairro de São Judas, e passado alguns minutos, ele “ainda estava lá”, sendo advertido por ela:

– José, você ainda não foi até o sapateiro que te pedi?

– Mãe, eu já fui e voltei!

O menino José gostava de correr, fazia tudo correndo, pelo simples fato de ser uma diversão para ele, numa época de muito trabalho para o sustento da família Teixeira. E também gostava de jogar futebol, era goleiro do time do bairro e da escola, além de organizar a equipe e orientar os amigos durante as partidas.

Excelente filho e excelente aluno, repetiu apenas um ano no Grupo Escolar Almirante Barroso, após perder algumas semanas de aula devido a um ferimento em sua perna, num acidente com o caminhão que transportava os porcos que iriam entregar nas proximidades da construção do Aeroporto de Congonhas; e após se recuperar, cursar o ano letivo de 1948 e encerrar o primário, foi presenteado com um livro por sua Professora Elisa Pereira de Souza, e na dedicatória ela faz uma previsão:

“Há um ano, voltava você para casa, triste e desanimado. E você regressa hoje alegre e vitorioso, com dois troféus conquistados: o diploma e este livro. O diploma representa o coroamento de seus esforços deste ano. E este livro representa o valor que dou ao seu bom comportamento, sua assiduidade às aulas e à educação que você recebe de casa. Se você continuar a palmilhar esse caminho, com as mesmas qualidades que hoje louvo, ainda será um grande homem.”

A Professora estava certa!

O menino José cresceu e tornou-se estudante de Educação Física da USP, participando dos Jogos Universitários em várias modalidades, tendo seu desempenho e esforços sempre reconhecidos pelos colegas e professores.

E José gostava tanto de correr, que em 1957 participou da 33ª. Edição da São Silvestre, sendo o primeiro atleta brasileiro universitário a participar desta tradicional prova na cidade de São Paulo, recebendo um lindo troféu e tornando-se notícia em vários jornais.

Também em 1957 iniciou um estágio como Preparador Físico no São Paulo Futebol Clube, função que era exercida até então pelo Treinador Vicente Feola, pessoa incumbida de todos os treinamentos da equipe, já que a função de preparador físico ainda estava em fase inicial no Brasil, sendo efetivado em 1958, como Preparador Físico do elenco profissional e Treinador do time de Aspirantes.

Permaneceu no Clube até 1964, quando optou por se desligar e investir na carreira de Treinador para ganhar experiência, iniciando seu trabalho no Barretos E.C., sendo seu primeiro clube como Treinador Profissional, ficando em Primeiro Lugar no Quadrangular do “Rebolo” do      Campeonato Paulista da Segunda Divisão e Campeão Amador de São Paulo.

Casou-se com Cleide Sanches Teixeira em 08 de Setembro de 1962, tendo 3 filhos: Junior, Eduardo e Marcia.

Terminado o contrato com o Barretos, recebe o convite de Osvaldo Brandão para ser o Preparador Físico do time principal do S.C. Corinthians Paulista e também exercer a função de Treinador dos Aspirantes, entre 1965 e 1971.

Entre 1967 e 1969 também integrou como Preparador Físico a Seleção Paulista, disputando jogos no Brasil e no exterior, e em 1971 foi o Treinador da Seleção Paulista de Novos em jogos pela Europa e África.

Em 1971 dirige o E.C. Noroeste nos últimos 4 meses do ano, para evitar o rebaixamento no Campeonato Paulista, tarefa realizada com êxito!

O ano de 1972 trouxe outro desafio, ser o Preparador Físico de E.C. Bahia, um grande clube da região nordeste, conquistando um 4º. lugar no Campeonato Brasileiro.

Dirigiu a Seleção Paulista de Novos em 1973 e 1974, que viajou para jogos na Europa, Oriente Médio e África; e também em 1974 com a Seleção Paulista de Juniores representando o Brasil na Europa com a camisa da Seleção Brasileira, e vencendo o Sulamericano no Chile.

Como a Seleção Brasileira não teve um bom desempenho na Copa do Mundo de 1974 na Alemanha Ocidental, surgiu em 1975 a ideia de criar a primeira escola de futebol para crianças do Brasil, chamada de Escola Bellini de Futebol, com a participação deste famoso jogador campeão do Mundo em 1958; juntamente com Djalma Santos e Oreco, além dos Professores de Educação Física, Miranda, França e Pagani; escola que funcionou até 1978.

Neste período também organizaram a Colônia de Férias em Itu, sendo um sucesso absoluto entre os alunos e criando fortes laços de amizade com esta cidade do interior de São Paulo.

Em 1977 é novamente convidado por Osvaldo Brandão para o cargo de Preparador Físico do S.C. Corinthians Paulista e integra a Comissão Técnica que coloca fim ao jejum de 22 anos sem a conquista de um título importante, vencendo o Campeonato Paulista contra a Ponte Preta, fato comemorado até hoje por todos os corinthianos.

Com a saída do Osvaldo Brandão, é promovido em 1978 por Vicente Matheus ao cargo de Treinador da equipe principal, ficando responsável pela renovação do time com as contratações de Sócrates, Biro-Biro, Palhinha, etc, permanecendo no cargo até o final de 1979.

No ano de 1979 ainda é convidado para ser o Auxiliar Técnico do Cláudio Coutinho na Seleção Brasileira, antiga C.B.D., que era o Treinador do Flamengo do Rio de Janeiro.

O Corinthians conquista o Campeonato Paulista de 1979 com uma equipe renovada, mas como os jogos finais da competição só aconteceriam no início de 1980 devido a uma mudança na tabela, e pelo fato de já haver assumido um compromisso com o Millonarios de Bogotá para o início do ano seguinte, viu-se obrigado a desligar-se do clube, indicando para seu lugar, o Treinador Jorge Vieira, que em suas entrevistas reconheceu que 80% do trabalho foi do Prof. Teixeira, inclusive recebendo a faixa de campeão paulista da Diretoria do S.C. Corinthians Paulista.

O Club Deportivo Los Millonarios de Bogotá foi o desafio de 1980 e 1981, na Colômbia, pela primeira vez como Treinador numa equipe estrangeira, e também a primeira experiência internacional de sua família, que o acompanhou nos dois anos na capital colombiana.

Na volta de Bogotá, atende o convite para salvar o Guarani F.C. de Campinas do rebaixamento, já que se encontrava em 18º lugar do Campeonato Paulista, conseguindo uma excelente recuperação e evitando seu rebaixamento.

O Al Nasr de Riyadh, na Arábia Saudita, foi o trabalho em 1983; depois no Al Shabab de Dubai, nos Emirados Árabes, em 1984, 1985 e 1986.

De volta ao continente americano, dirige o Club Universitário de Deportes, em Lima, no Perú, nos anos de 1986 e 1987.

No final de 1987, dirige a Seleção Brasileira Infantil, no Mundial do Canadá; e em 1988 dirige a equipe em amistosos pela Europa.

Em Setembro de 1988, inicia sua bela história no Ferroviário Atlético Ituano, com o convite do amigo e Supervisor de Futebol, José Antonio Bressan, e apoiado pelos amigos da época da Colônia de Férias da Escola Bellini de Futebol, realizada em Itu; conquistam pela primeira vez o Acesso do clube para a Divisão de Elite do Futebol de São Paulo em 1989, vencendo a Ponte Preta nas finais e sagrando-se Campeão da Divisão de Acesso, feito até hoje lembrado e festejado por todos, recebendo inclusive várias homenagens do clube e da cidade, como foi o Título de Cidadão Ituano, outorgado em 23 de Maio de 2017.

No ano seguinte, em 1990, o clube muda de nome e passa a se chamar, Ituano Futebol Clube, disputando pela primeira vez o Campeonato Paulista da Primeira Divisão, terminando num excelente 5º. lugar.

Em Outubro de 1990 assume da Internacional de Limeira, e em 1991 passa pelo Novorizontino, ambos do interior paulista.

Em 1992 dirige o Tokyo Gas, no Japão, a terra da flor da cerejeira.

De volta ao Brasil, assume o Coritiba Foot Ball Club, em Curitiba, no Paraná, em 1993.

Novo Horizonte foi novamente o destino em 1994, 1995 e 1996, conseguindo excelentes resultados com o Grêmio Novorizontino.

Em 1996 assume a direção técnica do Santos F.C.,vice-campeão brasileiro de 1995, mas que precisava de uma grande melhoria na sua infra-estrutura, a começar pela reforma do gramado da Vila Belmiro e a construção do seu Centro de Treinamento.

O Clube Atlético Bragantino, de Bragança Paulista foi o desafio em 1997.

Novamente o S.C. Corinthians Paulista, agora na função de Superintendente de Futebol, época da parceria com o Banco Excel, em 1997 e 1998.

Em 1998 e 1999 é Assessor da Presidência da Federação Paulista de Futebol, do então Presidente José Eduardo Farah.

Após 36 anos do início de sua carreira, retorna ao São Paulo Futebol Clube, agora como Supervisor de Futebol Profissional do São Paulo F. C, nos anos de 2000, 2001 e 2002.

Foi Coordenador Geral de Futebol na Associação Portuguesa de Desportos, em parceria com a empresa Ability, nos anos de 2003, 2004 e 2005.

Em 2006 dirige a Seleção Paulista Feminina, que representou o Brasil na Copa da Paz na Coréia do Sul.

E nos anos de 2007, 2008 e 2009, surgia o Grêmio Universitário e Esportivo de Guarulhos / SP, projeto desportivo educacional da Faculdade Torriccelli, participando de alguns amistosos no Brasil e no exterior.

Sempre lutou pela regulamentação da profissão do Treinador de Futebol, participando da Associação Brasileira de Treinadores de Futebol entre 1975 e 1988, e posteriormente do SITREFESP, Sindicato dos Treinadores Profissionais do Estado de São Paulo, desde sua fundação em 1988, ocupando os cargos de Presidente, Vice-Presidente e Diretor, e hoje como Presidente de Honra desta entidade. Contribuiu por diversas vezes dos Cursos e Palestras organizados pelo SITREFESP.

É autor de três livros:

A História de um Tabu que Durou 22 Anos”, lançado em 2005 no Salão Nobre do S.C. Corinthians Paulista, que narra o longo jejum corinthiano e como conseguiram vencer o Campeonato Paulista de 1977;

“50 Anos por Dentro do Futebol”, lançado em 2010, no Museu do Futebol, onde descreve as atividades realizadas nos 19 clubes e 11 seleções que trabalhou.

“Treinador de Futebol: Herói ou Vilão?”, lançado por sua família em Setembro de 2018, no Museu do Futebol, no Estádio do Pacaembu, já após o seu falecimento de 13 de Abril de 2018.

Na partida entre Corinthians x Fluminense, realizada no dia 15 de Abril de 2018, na Arena Corinthians, foi homenageado com UM MINUTO DE SILÊNCIO pelo S.C. Corinthians Paulista, clube que dedicou 12 anos de sua carreira e mantinha laços de respeito e amizade com todas as Diretorias que por lá passaram.

No dia 25 de Maio de 2018, em Itu / SP, recebeu o Título de Melhor Treinador do Ituano de todos os tempos, numa linda e justa homenagem de um clube que sempre falava com muito carinho pelo fantástico trabalho lá realizado e as amizades que perduram até hoje.

No dia 11 de Junho de 2018, a Câmara dos Vereadores de Itu, por intermédio do Projeto de Lei do amigo e Vereador, Rodrigo Macruz, é homenageado com a denominação da Rua José de Souza Teixeira, neste município.

No dia 07 de Julho de 2018, o Panathlon Internacional / Distrito Brasil, de Araçoiaba da Serra / SP, coloca seu nome num dos campos de futebol, agora chamado de Campo Prof. José de Souza Teixeira.

Após sua aposentadoria dos gramados, continuava vivendo o futebol, ministrando cursos e palestras, participando de assessorias técnicas, consultorias organizacionais para diversos clubes, e assistindo e controlando estatisticamente os jogos transmitidos pela TV.

Viveu 82 anos, sendo que 60 anos foram dedicados exclusivamente ao futebol profissional.

Desde 1958 ocupou os cargos de Preparador Físico e Treinador Profissional em 19 clubes (14 no Brasil e 5 no exterior), e em 11 Seleções Paulistas e Brasileiras em diversas categorias, além de Supervisor em 5 oportunidades, com 54 viagens para o exterior, visitando 73 países, e participando de 365 jogos internacionais, sendo 93 de seleções.

Faleceu no dia 13 de Abril de 2018, na sua residência em São Paulo, deixando sua esposa Cleide, com quem era casado por 56 anos; os filhos: Junior, Eduardo e Marcia; a nora Sabrina Freitas; o genro Luiz Fernando Teochi; e os netos: Giovanna, Leonardo e Lucas.

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Seus Livros

A História de um Tabu que Durou 22 Anos”, lançado em 2005 no Salão  Nobre do S.C. Corinthians Paulista, que narra o longo jejum corinthiano, e como conseguiu ganhar o Campeonato Paulista de 1977.

“50 Anos por Dentro do Futebol”, lançado em 2010, no Museu do Futebol, onde descreve as atividades realizadas nos 19 clubes e 11 seleções que trabalhou.

“Treinador de Futebol: Herói ou Vilão?”, que será lançado por sua família no dia 04 Setembro de 2018, no Museu do Futebol, no Estádio do Pacaembu, obra que deixou pronta em seu computador.